Posterous theme by Cory Watilo

O que fazer com 5000 dólares?

Em Outubro de 2007 participei num torneio de poker online que terminou da melhor forma possível para mim. Foi de uma forma entusiasta que  eu descrevi essa vitória no blog que tinha na altura:

"Há uns dias deixei aqui o link do campeonato do mundo de bloggers, organizado pela PokerStars, a maior empresa de poker online. Terminei agora o torneio e, depois de mais de 8 horas e meia, acabei por ganhá-lo, bem como a qualificação para um torneio de poker em Nassau (para quem não sabe é a capital das Bahamas nas Caraíbas).

Parece que no início de Janeiro tenho que defrontar os melhores jogadores do mundo!".

Pois bem, fui de facto para as Bahamas onde passei uma semana num resort de luxo e tive a oportunidade de jogar um torneio de poker onde estavam presentes alguns dos melhores jogadores do mundo. Infelizmente, o sucesso com que eu sonhava não aconteceu, Na verdade, o post que eu escrevi na altura sobre a minha eliminação, mostra bem a frustração de perder num torneio que poderia ter transformado a minha vida:

"Não me vou alongar em pormenores, até porque este blog já teve mais referências a poker do que 90% dos seus leitores gostariam. Basta dizer que fui eliminado, e que o meu sonho de me tornar milionário a jogar poker foi adiado…"

Daqui a alguns dias vai realizar-se uma nova edição do Campeonato do Mundo para bloggers que continua, como não podia deixar de ser, a ser organizado pela Pokerstars que é cada vez o maior site de poker online do mundo. Depois da minha vitória de 2007 este torneio tem uma importância especial para mim. Em primeiro lugar porque a inscrição é gratuita, o que em tempos de crise tem sempre de ser uma coisa boa, depois porque me lembra as emoções daquela vitória que teve tanto de inesperado como de bom.

Este ano não há uma viagem às Bahamas para o primeiro classificado, mas há um prémio de 5.000 dólares para o melhor post sobre o torneio. E é por isso que eu escrevo este post, para que a Pokerstars se lembre de alguém que até já venceu o torneio e que não se importava de um presente de aniversário um pouco atrasado. E o que faria eu com 5.000 dólares? Não mudaria a minha vida significativamente, mas numa altura em que tantos azares me têm perseguido, este prémio seria uma ajuda para compensar todos essas situações menos boas.

Antes de mais, convém fazer um pouco de matemática e converter os 5.000 dólares para aquela que é (ainda!) a nossa moeda: 5.000 dólares correspondem a cerca de 3.782 euros. E o que faria eu se ganhasse estes inesperados 3.782 euros?

Por muito tentador que fosse trasformar este prémio inesperado num pastel de nata por dia nos próximos 10 anos ou numa inscrição vitalícia num ginásio (eu sei que é um paradoxo que as duas primeiras coisas de que me lembrei sejam tão opostas no que se refere às consequências que teriam na minha silhueta), acho que optaria por utilizar este dinheiro para fazer algo que não tenho feito nos últimos anos; viajar para novos destinos sem ser por trabalho. A minha situação financeira aliada ao facto de o tempo que tenho para ir até Portugal me parecer tão pouco tem-me impedido de visitar destinos que gostaria muito de conhecer: Brasil, Islàndia, Japão,...

Vá lá Pokerstars, acho que podem atribuir-me o primeiro prémio. Eu prometo escrever relatos das minhas viagens e partilhá-los com o mundo neste blog.

 

Nada de novo

Já há algum tempo que não escrevo aqui e este ano nem sequer fiz um post para um balanço do ano que passou ou para antevisão do que se iniciou. As razões são simples: o ano que passou foi mau, tal como os anteriores, e as perspetivas para este são otimistas como é habitual, mesmo que eu não tenha razões objetivas para achar que vai ser muito melhor do que os últimos anos. Sem nada de novo a acrescentar, acho que não há qualquer problema que o post de balanço e antevisão seja escrito somente a 10 de Janeiro.

Os problemas de ser bonito (ou quando os homens confudem conhaque e trabalho)

(Aviso prévio: Este post é escrito no pressuposto de que eu sou, modéstia à parte, bem-apessoado. Esta é naturalmente uma opinião que não é partilhada por todos, mas o que importa para este post é que há quem me considere assim)

Os que viram o filme de Spike Lee "25th hour", ou "Última hora" na tradução portuguesa, lembram-se que a história girava à volta de um traficante de droga que era condenado à prisão e que estava preocupado pela forma como os outros detidos iriam reagir perante um homem bonito. Não fazendo parte dos meus ser preso, os meus problemas não têm a ver com possíveis momentos complicados no duche de uma prisão, mas já por diversas vezes senti o que é ser mais novo e bem parecido.

Nos anos em que trabalhei em Lisboa o meu diretor namorava com uma colega, que lhe tinha admitido que tinha tido um "fraquinho" por mim. Confesso que depois disso era engraçado ver a sua reação quando passava por mim, principalmente quando acompnhado por ela.

Há pouco tempo tive outra situação de crise de meia-idade mal resolvida. Numa reunião onde estive por motivos profissionais foi notório que uma das pessoas presentes, um homem na casa dos cinquenta e que estava obviamente habituado a ter a atenção das mulheres, não gostou que outro (eu) tivesse alguma dessa atenção. Confesso que foi sem surpresa que soube que ele sugeriu que talvez não fosse necessário que eu estivesse na próxima reunião.

 

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