Estou neste momento no aeroporto de Bruxelas e a pouco mais de uma hora do meu voo para Lisboa.
Confesso que não esperava sentir-me tão em baixo quando me preparo para estar em "casa".
Estou mesmo a precisar de uma dose reforçada de espirito natalÃcio!
Estou exausto de um processo de mudança que ainda não está concluÃdo, mas feliz por sentir que estou numa casa que tem tudo a ver comigo (exceto o pormenor de não ficar em Portugal!). Quando as arrumações estiverem mais próximas de terminar, publico aqui umas fotos, até como forma de cativar os amigos e familiares de quem espero visitas no próximo ano!
Daqui a dois dias, inicia-se a segunda parte da mudança. Como alguns sabem, depois de uma experiência que correu muito mal, decidi voltar a partilhar casa. Para esclarecer os que possam julgar que isto significa que finalmente tenho uma namorada em Bruxelas, devo dizer que não poderiam estar mais longe da verdade. Foi precisamente por não ver no horizonte nenhuma namorada, ou candidata a isso, que decidi partilhar a minha casa com uma amiga. Mas esperem pelos próximos capÃtulos, estou certo que nas próximas semanas irei escrever sobre esta cohabitação.
Nos últimos anos, tive a infelicidade de ter arrendado um apartamento que possuo em Portugal a alguém que, aproveitando-se do facto de eu morar noutro paÃs e das falhas da Lei portuguesa, tem decidido pagar a renda apenas quando lhe apetece, e já há uns bons meses que não lhe tem apetecido ter esta chatice que é pagar a renda. Talvez eu seja culpado por ter sido demasiado tolerante com este comportamento, mas achei que alguém que atravessava dificuldades financeiras mereceria uma ajuda da minha parte. Hoje percebo que escolhi ajudar uma daquelas pessoas que não o merecia.
Se tudo correr bem, hoje será o dia em que recebo as chaves do apartamento e poderei começar o processo de venda de um apartamento que deveria ter vendido logo que saà de Portugal. Hoje será também o dia em que inicio o processo para receber os montantes de renda em atraso. Pelo que percebo do carácter da pessoa, este não vai ser um processo fácil, mas acho que vou dar o beneficio da duvida à justiça portuguesa e esperar que o processo num Julgado de Paz seja tão rápido como anunciado. Infelizmente, nunca serei compensado pelas chatices que este longo processo me causou e, acima de tudo, sinto que agora me é mais difÃcil confiar em estranhos.