Posterous theme by Cory Watilo

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A escolha do nome

Mais uma vez aproveito para deixar conselhos aos leitores deste espaço. Hoje debruço-me sobre a escolha de um nome, e é por isso um post dedicado em especial aos que vão ser pais e têm essa importante tarefa de escolher o nome dos filhos.

Julgo que cada vez mais será normal as pessoas estudarem ou trabalharem em países diferentes daqueles onde nasceram. Os pais deviam pensar bem nos nomes dos seus filhos e o que poderá resultar de um nome que não cumpra certas regras simples que eu passo a enunciar:

1º O nome próprio deve ser um nome que seja facilmente pronunciado por pessoas que não falem a língua da pessoa. Um bom exemplo é João. Ora o som "ão" não existe, pelo menos que eu saiba, em qualquer outra língua. Isto significa que uma pessoa que tenha o nome de João terá de passar a vida a tentar explicar a todos os estrangeiros como pronunciar o seu nome.

2º Evitar nomes com acentos gráficos. Dado que o inglês é cada vez mais a língua de trabalho, mesmo para os que não habitam em países anglófonos, é importante perceber que os acentos gráficos não existem na língua inglesa. Mais uma vez, João seria totalmente desaconselhado segundo esta regra. No meu caso, já há muito tempo que deixei cair o acento em Luís e não me lembro da última vez que acentuei graficamente o meu nome, mesmo quando escrevo em Português.

3º A menos que pertençam à nobreza e queiram manter os apelidos do famoso trisavô, qual a lógica de ter mais do que um nome próprio e um apelido? Não tenho dúvida de que no que toca a nomes, é válida a regra do quanto menos melhor, e posso falar por experiência com 2 nomes próprios e 3 apelidos.

4º Esta última regra já não tem a ver com a possibilidade de residir num país diferente, mas é simplesmente uma questão de bom senso. Os filhos não devem ter o mesmo nome do que os pais. Os americanos podem achar muita piada ao John Smith Jr. ou John Smith III, mas acho que para além de piroso é potenciador de confusões. Isto a menos que queiram ter uma desculpa para abrir a correspondência dos vossos filhos e vice-versa. 

 

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