Posterous theme by Cory Watilo

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Os problemas de ser bonito (ou quando os homens confudem conhaque e trabalho)

(Aviso prévio: Este post é escrito no pressuposto de que eu sou, modéstia à parte, bem-apessoado. Esta é naturalmente uma opinião que não é partilhada por todos, mas o que importa para este post é que há quem me considere assim)

Os que viram o filme de Spike Lee "25th hour", ou "Última hora" na tradução portuguesa, lembram-se que a história girava à volta de um traficante de droga que era condenado à prisão e que estava preocupado pela forma como os outros detidos iriam reagir perante um homem bonito. Não fazendo parte dos meus ser preso, os meus problemas não têm a ver com possíveis momentos complicados no duche de uma prisão, mas já por diversas vezes senti o que é ser mais novo e bem parecido.

Nos anos em que trabalhei em Lisboa o meu diretor namorava com uma colega, que lhe tinha admitido que tinha tido um "fraquinho" por mim. Confesso que depois disso era engraçado ver a sua reação quando passava por mim, principalmente quando acompnhado por ela.

Há pouco tempo tive outra situação de crise de meia-idade mal resolvida. Numa reunião onde estive por motivos profissionais foi notório que uma das pessoas presentes, um homem na casa dos cinquenta e que estava obviamente habituado a ter a atenção das mulheres, não gostou que outro (eu) tivesse alguma dessa atenção. Confesso que foi sem surpresa que soube que ele sugeriu que talvez não fosse necessário que eu estivesse na próxima reunião.

 

O que vou ser quando for grande

Ao longo da minha vida várias têm sido as ocupações que eu penso seriam ideais para me proporcionarem felicidade, ao mesmo tempo que me permitiriam ganhar o dinheiro necessário para os meus gastos. Assim de repente lembro-me de algumas: professor de matemática, jogador de xadrez, corretor de bolsa, jornalista, cantor, dono de bar/restaurante, jogador de poker, agricultor,... Em comum o facto de nunca ter tentado fazer delas profissão, nuns casos por falta de talento, noutros porque achei que não era a escolha certa.
Mas a verdade é que mesmo com 37 anos, continuo a achar que um dia ainda vou encontrar a profissão que me vai fazer saltar de alegria da cama, com a perspetiva de mais um dia de trabalho.
Isto é mais um exemplo do meu otimismo, o mesmo que me leva a achar que um dia vou também encontrar a pessoa certa para mim. E para tornar isto tudo mais utópico, essa pessoa vai também achar que eu sou aquele por quem ela esperava.
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