A vida sem televisão
Há cerca de um ano que não tenho serviço de televisão em minha casa. Continuo a ter um televisor que utilizo para ver filmes e séries em DVD, mas só mesmo para isso.
Antes de mais, devo dizer que sempre vi muita televisão. Tive a sorte de crescer num tempo em que embora só existissem dois canais, a oferta era de qualidade muito superior à que temos hoje em Portugal. Em horário nobre pude ver excelentes séries, documentários, teatro, bons filmes. Não sou por isso contra a televisão, mas sou muito crítico da qualidade atual dos canais generalistas portugueses.
E como se vive sem televisão? Há uns tempos escrevi sobre como os podcasts me fizeram redescobrir a rádio. A minha atitude com a rádio tinha deixado de ser a atitude passiva de ouvir o que está a ser transmitido, mas passei a procurar os conteúdos que me interessam. O mesmo tenho feito em relação â televisão, aproveitando o facto de a RTP disponibilizar a maior parte dos seus programas para visualização na internet. Isto significa que quando quero posso ver as notícias, e posso mesmo ver só os vídeos que me interessam sem ter de ver um noticiário de mais de uma hora. Posso ver as excelentes reportagens do "Linha da Frente" no dia e à hora que me for mais conveniente. Posso também rever os episódios do "Conta-me como foi", uma série que é um exemplo do que pode ser o serviço público de televisão.
Eu poderia viver tendo novamente um serviço de televisão disponível? Podia, mas não era a mesma coisa!